Black Dynamite

February 6th, 2010

BLACK DYNAMITE, de Scott Sanders
Esse filme funciona, para o blaxploitation, da mesma forma que a série AUSTIN POWERS para os spy-movies. Ou seja, é um misto de gozação com homenagem realizada por quem entende do assunto. Michael Jai White, que também foi um dos criadores da história, está excelente no papel-título, forçando na canastrice e nos trejeitos de “homem duro do gueto” (como já dizia Mano Brown). A trama, bem exagerada, apresenta um Presidente Nixon que luta Kung Fu, uma bebida alcoólica chinesa que diminui o tamanho dos pênis dos homens negros, conversas sobre mitologia grega, pancadarias homéricas, mulher pelada e violência gratuita. Diversão da melhor estirpe!

Sagia Castañeda

February 6th, 2010

A cubana que ficou famosa após aparecer nos clips do rapper Pitbull:

Top 10 - Janeiro 2010

February 3rd, 2010

Os dez melhores filmes que assisti em janeiro, sem ordem de preferência:

- TRAGAM-ME A CABEÇA DE ALFREDO GARCIA, de Sam Peckinpah
- JOGADA DE RISCO, de Paul Thomas Anderson
- O EXORCISMO DE EMILY ROSE, de Scott Derrickson
- O DEMÔNIO, de Brunello Rondi
- TOCAIA, de John Badham
- APRENDIZ DE FEITICEIRO, de John Badham
- OS SAFADOS, de Frank Oz
- VÍTIMAS DE UMA PAIXÃO, de Harold Becker
- BUNNY LAKE DESAPARECEU, de Otto Preminger
- CACHÉ, de Michael Haneke

Minka Kelly

February 3rd, 2010

A gatinha que aparece no final do (500) DIAS COM ELA:

Um dia perfeito

January 31st, 2010

Sábado, 30 de janeiro. Heráclito Maia e Otavio Pereira partem para o centro de Florianópolis. Destino: Cérebro, loja especializada em cultura underground do multi-artista Gurcius Gewdner. Objetivo: encontrar nosso brother Cesar “Sartana” Almeida, que acaba de lançar o livro CEMITÉRIO PERDIDO DOS FILMES B. Após um dia inteiro de muito bate-papo e trocas de idéias sobre cinema, chego em casa e abro o livro para ler. Que leitura saborosa! São 120 filmes dos anos 60 e 70 comentados com paixão e conhecimento de causa. Uma obra mais do que recomendada! No mesmo dia também conheci pessoalmente Ismael “Fly” Schonhorst, colaborador do site Cinema com Rapadura e autor do blog Nem Cult Nem Pop, gente finíssima. Enfim, um dia perfeito. E como diria meu primo Tim Maia, “leiam o livro!”.

Para adquirir CEMITÉRIO PERDIDO DOS FILMES B entrem em contato com o Cesar através do e-mail sartanawest@ig.com.br. E visitem seus blogs B Movie Box Car Blues e Sono da Razão.

POST ATUALIZADO!

Rapidinhas:

- Teaser trailer do Ong Bak 3:
http://www.youtube.com/watch?v=nPrfBcoVmbc

- Blog novo na área, Ted Boy Marino, dedicado aos filmes de ação e aventura:
http://www.tedmarino.blogspot.com/

- Confiram uma imagem de VALHALLA RISING, nova pedrada de Nicolas Winding Refn, diretor de BRONSON:

Haneke em dose dupla

January 25th, 2010

Acabo de ver em seqüência VIOLÊNCIA GRATUITA (Funny Games) e CACHÉ. Até então nunca tinha visto nada do Michael Haneke. Por ser um dos caras mais odiados e amados com a mesma intensidade na história recente do cinema, decidi tirar minhas próprias conclusões. E o resultado final é que detestei VIOLÊNCIA GRATUITA e adorei CACHÉ. Ou seja, só fiquei mais confuso em relação ao que pensar do polêmico cineasta austríaco.

VIOLÊNCIA GRATUITA, com aquela artimanha do vilão principal se comunicar conosco, fazendo com que nos tornemos cúmplices de um espetáculo brutal, é de uma maledicência que me desagrada completamente. Agora devo me sentir culpado por me regozijar com a violência de um COMANDO PARA MATAR e por me chocar com os atos de sadismo perpetrados pelo duo de delinquentes? Não, foda-se, são contextos diferentes. Além do mais, o que está em jogo pra mim é a qualidade de um filme, e não a quantidade de sangue que é jorrado na tela.

Porém, mesmo ignorando a parte moral da obra, por mais explícita que ela seja, o que sobra é um trabalho apático, frio, propositadamente desagradável. Afinal a idéia é mostrar que a violência não é algo que deve ser encarada como bonita, ou como um fetiche. Mas pra isso já falei que estou pouco me lixando né? A violência também não é bonita em SOB O DOMÍNIO DO MEDO, no entanto o filme do Peckinpah é tão melhor que é até covardia compará-lo.

Já CACHÉ achei o contrário do VIOLÊNCIA GRATUITA. Talvez a mensagem e o modo de Haneke jogar isso na tela sejam igualmente fascistas, não sei, mas o ponto crucial é que o filme me fisgou. Fiquei hipnotizado e tenso do início ao fim. É claro que o final enigmático decepciona, mas todo o reboliço que as fitas misteriosas causam à vida do casal de protagonistas é acachapante e se tornam muito mais importantes que a não-conclusão lógica. Envolvente, cativante, interessante… São vários os adjetivos que podem ser usados para elogiar CACHÉ. Como já disse o Carlão Reichenbach, que odeia o Haneke, o pior perigo desse cara é que ele é extremamente talentoso.

Juliette Binoche

January 25th, 2010

Bunny Lake Desapareceu

January 18th, 2010

BUNNY LAKE DESAPARECEU (Bunny Lake is Missing), de Otto Preminger
De acordo com o IMDb, Joe Carnahan comandará um remake desse filme após o reboot do ESQUADRÃO CLASSE A. Tratei de assistir o original logo e achei sensacional. Avô do A TROCA, do tio Clint, Preminger também narra o desaparecimento de uma criança, mas o desenrolar e o desfecho são bem diferentes. Talvez o ponto mais forte de BUNNY LAKE DESAPARECEU seja o questionamento acerca da existência da criança. Ela sumiu ou ela nem existe? A busca por essa resposta, por parte da polícia, e da criança, por parte da mãe e de seu irmão, é tão importante quando a conclusão em si. Num jogo em que não sabemos o que é verdade ou mentira, o filme cria um clima angustiante como poucos thrillers conseguem. A direção é primorosa também na parte técnica, com movimentos de câmera belíssimos e poucos cortes. Sem querer ser chato, mas já sendo, que diabos o Carnahan vai aprontar com esse material? Dá até medo só de pensar.

Carina Damm

January 18th, 2010

Lutadora brasileira, capixaba, de M.M.A./Vale-Tudo, uma das melhores do país e competidora internacional. Vai encarar?

Alfredo Garcia e mais três

January 15th, 2010

Mais um episódio pra série “Acredite se Quiser” apresentada pelo Jack Palance: acabei de assistir TRAGAM-ME A CABEÇA DE ALFREDO GARCIA pela primeira vez na vida! Esse é um daqueles que eu prorroguei pra ver pois queria fazer isso nas condições certas, com uma cópia boa, legendada, e num momento em que nada pudesse me atrapalhar. Obviamente a espera valeu a pena! Difícil é escrever algo sobre o filme, primeiro porque não há nada de importante que já não tenha sido dito antes, e segundo porque o maior especialista em Sam Peckinpah que eu conheço chama-se Eduardo Aguilar e qualquer coisa que eu diga aqui ele provavelmente achará uma grande bobagem.

TRAGAM-ME A CABEÇA DE ALFREDO GARCIA não é separado em atos, mas é possível imaginá-lo dessa forma. O primeiro e o último são interligados. Os do meio compreendem a viagem de ida (a busca pela cabeça de Alfredo) e a volta (na qual os perigos da missão triplicam). Todas as tragédias ocorridas nesses dois atos centrais podem ser atribuídas a oferta do El Jefe (Emilio Fernandez) no primeiro ato, que em nenhum momento faz idéia dos ocorridos. Claro que ele lava as mãos, mas o cerne da questão é o efeito cascata. Não há como o responsável passar incólume. É inevitável que a merda respingue, o que culmina no quarto, último e maravilhoso ato, num daqueles finais que só o Bloody Sam poderia nos oferecer.

Outros dois pontos que adorei:
- A relação entre Bennie (Warren Oates) e Elita (Isela Vega), que vai do açucarado ao venéreo, passando pelo estupro consentido a la SOB O DOMÍNIO DO MEDO numa participação especial e intrigante do Kris Kristofferson;
- A tentativa frustrada da família de Alfredo Garcia recuperar sua cabeça e o fogo cruzado entre eles, Bennie e os outros dois bandidos casca-grossas de gostos duvidosos (Robert Webber e Gig Young). Essa sequência inteira é um primor.
Resumindo o papo: obra-prima absoluta, sem mais!

Também assisti esses três:

VÍTIMAS DE UMA PAIXÃO (Sea of Love), de Harold Becker
Foi interessante rever esse filme e descobrir que além de muito bom ele é uma espécie de pai do INSTINTO SELVAGEM. Há uma trama central de mistério, não muito complexa porém funcional, e há os subtextos e pequenos detalhes responsáveis pelo verdadeiro charme da obra. O modo como o personagem do Al Pacino lida com seu passado, com seus colegas, o peso da profissão de policial, seu trabalho conjunto com um parceiro (John Goodman) e sua relação tórrida com a principal suspeita de uma série de crimes (Ellen Barkin) rendem momentos saborosos. Bons tempos em que o Pacino enfileirava filmaços como esse, SERPICO e UM DIA DE CÃO, não por acaso todos produzidos por Martin Bregman. Que bela parceria!

(500) DIAS COM ELA ((500) Days of Summer), de Marc Webb
Esse é mais simpático do que eu imaginava. Lida com um romance destinado ao fracasso sem ser piegas, traz personagens cativantes e uma bem sacada montagem fora da ordem cronológica, porém nunca confusa. O simples fato de ir contra a estupidez reinante nos filmes americanos do gênero já faz com que (500) DIAS COM ELA mereça uma espiada.

1408, de Mikael Håfström
De um lado, uma idéia ótima: a do sujeito cético especializado em desmascarar locais considerados mau-assombrados. De outro, uma draminha banal sobre a perda de um filho e a necessidade de se reconciliar com o passado. 1408 utiliza a trama de mistério (com desenlaces oníricos e surrealistas) como pano de fundo para o tal drama. É aí que o filme perde a oportunidade de ser um thriller de horror dos bons para ser apenas mais um na multidão.