Archive for October, 2009

Frases do Queixada

Monday, October 26th, 2009

Assisti BASTARDOS INGLÓRIOS e adorei. Mas no lugar de escrever mais um “textículo” sem importância, decidi coletar em meus recortes uma série de frases do Taranta. Confiram:

“Meus heróis são os irmãos Coen e Sam Raimi. Eles são minha inspiração”.

“Não suavizei a cena (de tortura em Cães de Aluguel) com cortes rápidos. Você se prende a ela. Pode fechar os olhos. Pode ir até embora do cinema. Mas tem que ser a sua decisão, porque o filme não vai te ajudar”.

“Harvey Keitel é realmente o único ator que - como Robert Mitchum quando era jovem - surge com aquela sensação de cara frio e durão (…). Esta é a diferença entre ele e Tom Cruise.”

“Tive de aturar chamarem Cães de Aluguel de “Scorsese dos pobres”, de “Os Bons Companheiros light”. Não acho que tenha merecido. Eu entendia o argumento, lógico que Scorsese me inspirou, mas tentei minimizar isso, falando mais sobre Brian De Palma, para não ficar taxado de imitador de Scorsese.”

“Escrevi quatro filmes entre Jackie Brown e Kill Bill. Não adianta, eu não vou ser esses cineastas que lançam um filme a cada ano.”

“Em Kill Bill tudo é absurdo. Ele não se passa no planeta Terra como conhecemos. Quando você corta o braço de alguém, ele não sangra como uma fonte.”

“Não penso em audiência (…). Eu sou o meu público. Faço filmes para amantes do cinema como eu.”

“O cinema asiático hoje é um dos mais empolgantes do mundo. Principalmente nesse momento em que os filmes estão tão chatos.”

“Não faço filmes para os americanos, faço filmes para o mundo.”

“Queria deixar claro que não faço filmes “alternativos”. Eu faço filmes, ponto final. Quero que as pessoas vejam meus filmes. O máximo possível! Não quero fazer filmes para meia dúzia de sujeitos, para amigos. Quero fazer filmes para o grande público.”

“Eu realmente acredito que não fui corrompido por Hollywood. Na verdade, não acho que você tem que se corromper para se dar bem na vida.”

“Odiei toda a parte de Rodney Dangerfield (em Assassinos por Natureza). Era tão sem graça, tão repugnante. Aquela cena tem uma coisa que eu jamais faria: apresentou uma análise psicológica de almanaque para explicar por que as pessoas se comportavam daquele jeito. Rejeitei aquilo de todas as maneiras.”

“Quando Oliver Stone faz seus filmes, ele tem sempre uma grande idéia por trás e quer que todo mundo saia do cinema com aquela idéia na cabeça. A audiência pode rejeitar a idéia, mas é melhor que eles a entendam ou ele vai pensar que não conseguiu fazer seu trabalho direito. Eu quero fazer um grande trabalho, mas também quero deixar 10%, ou talvez até 20%, para cada espectador imaginar.”

“Pensei em fazer um filme daqui a uns 15 anos, uma espécie de sequência tardia (de Kill Bill), que seguiria os passos da filha da personagem de Vivica Fox, que é morta logo no início do Vol. 1, diante da garota, e o esforço dela para se vingar da Noiva, a assassina da mãe.”

“Todos os meus filmes foram filmes de crime (…). Mas, no fim da minha carreira, espero ter feito uns 20, 30 filmes. E gostaria que nem todos fossem de crime.”

“Na minha opinião, violência é aquilo de mais cinematográfico e divertido que você pode fazer num filme. Não agrada a todo mundo. E nem precisa. Mas, por mais que se discuta isso, para mim as sequências de ação são as que mais se aproximam do cinema em seu estado puro.”

“Meu diretor favorito, disparado, e provavelmente o que mais me influenciou é Sergio Leone. Não consigo me imaginar conseguindo fazer algo tão perfeito quanto a cena final de Três Homens em Conflito. Mas vou tentar! Outro favorito é Chang Cheh. Ele está para a velha-guarda de diretores de Hong Kong como John Ford está para os westerns. Também sou um grande fã de Howard Hawks, adoro Brian De Palma.”

“Entre os diretores novos, gosto muito de David Fincher, Sofia Coppola - sempre adorei o trabalho do pai dela -, e também Robert Rodriguez, Paul Thomas Anderson e Luc Besson. Mas um dos diretores mais impressionantes trabalhando atualmente é o japonês Takashi Miike.”

“Quando estou escrevendo, não existe nada mais importante que aquele roteiro. Mas, quando chega a hora de filmá-lo, dane-se o script! Tudo que existia na minha cabeça ainda está ali, mas agora vai ser combinado com as vozes dos atores.”

“Não sou o tipo de diretor que fica o tempo todo falando sobre lentes, gelatinas, luzes e toda essa técnica. São coisas que eu desconheço. Nesse sentido, sou um amador. Eu aprendo durante a filmagem - use uma lente de 30 mm nessa cena, uma de 50 mm naquela -, e assim que terminamos esqueço.”

Substitutos

Monday, October 19th, 2009

Estava curioso para assistir SUBSTITUTOS (Surrogates), pois gosto bastante de alguns filmes do Jonathan Mostow. Mas infelizmente a decepção foi grande. A idéia central, de que num futuro próximo existirão robôs que nos substituirão no dia a dia, é intessante, mas no restante o que temos é um dos roteiros mais frágeis (pra não dizer tolo) dos últimos tempos, e uma pressa em contar a história que acaba por prejudicar boa parte da dramaturgia e da ação. Sem contar que, mesmo com a simplicidade da trama, Mostow conseguiu a proeza de fazer um filme que, em diversos momentos, parece confuso. Para ver e esquecer.

Policiais em Apuros

Tuesday, October 13th, 2009

POLICIAIS EM APUROS (Dead Heat), de Mark Goldblatt
Em 1987, um ano antes de POLICIAIS EM APUROS ser lançado, o diretor Jack Sholder formou uma das mais inusitadas duplas policiais da história no ótimo O ESCONDIDO (The Hidden), contrapondo um terráqueo com um E.T.! O conhecido montador Mark Goldblatt, responsável pela edição de filmes como O EXTERMINADOR DO FUTURO I & II e TROPAS ESTELARES, numa de suas raras passagens pela direção (ele também assinou a primeira versão do Justiceiro, com Dolph Lundgren), quis ir ainda mais longe: formou uma dupla composta por um vivo e um morto-vivo! Treat Williams e Joe Piscopo são os dois tiras, investigando uma empresa suspeita de realizar experiências com humanos. Treat acaba batendo as botas, e mesmo em estágio avançado de putrefação continua enfrentando os criminosos, alguns vivos e outros… morto-vivos, é claro! Diversão oitentista de primeira, com muita ação e podreira! E ainda conta com uma frase maravilhosa: “Welcome to Zombieland!”. Ah, e tem também o bom e velho Vincent Price pagando o aluguel do mês.

Para ficar de olho

Tuesday, October 13th, 2009

PARANORMAL ACTIVITY é a nova sensação no horror norte-americano. Se é bom mesmo eu não sei, mas convém ficar de olho! Dizem que é profundamente assustador.

Bronson

Thursday, October 8th, 2009

BRONSON, de Nicolas Winding Refn
Bronson é uma lenda do sistema carcerário britânico. Seus principais passatempos são: esmurrar guardas, ciganos e cães raivosos, enforcar pedófilos, aperfeiçoar seus dotes artísticos e praticar exercícios físicos peladão na solitária. Atrás das grades há mais de 30 anos, Bronson utiliza o tempo ocioso para afiar sua fúria e sua capacidade de interpretar como um grande ator. O presídio acaba se tornando uma espécie de palco para suas insanas e violentas performances. O diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn é o mesmo da elogiada trilogia PUSHER e com esse filme deixa seu nome registrado como uma ótima promessa do cinema europeu. Não poderia deixar de destacar também a atuação de Tom Hardy no papel principal, nada menos que incrível.

Tour de force: Tom Hardy antes e depois

Stuck

Sunday, October 4th, 2009

EM ROTA DE COLISÃO (Stuck), de Stuart Gordon
Esse filme é de 2007 mas só vi agora. É impressão minha ou ele foi pouco comentado na época de seu lançamento? Se for isso mesmo, que injustiça! STUCK é um filmaço, um dos melhores do Stuart Gordon. Uma cama cheia de fezes, uma noitada com bebidas e drogas, um atropelamento, uma tentativa de acobertar um crime, um lápis enfiado no olho (me lembrei da Olga Karlatos em ZOMBIE), tiros e fogo! Essas são apenas algumas das fortes cenas que compõe essa brilhante mistura de drama, suspense,  horror e humor negro. Stephen Rea vive um pobre-diabo, perseguido por um azar inenarrável, enquanto Mena Suvari é uma jovem e ambiciosa enfermeira, namorada de um traficante malandrão (Russell Hornsby). O destino acaba por ligar a vida desses três da forma mais bizarra e angustiante possível. Um filme denso, grotesco e barra-pesada como poucos! Viscera recomenda com veemência!


Stuart Gordon e Mena Suvari