Gran Torino
January 7th, 2009Acabei de assistir:

E só tenho um comentário a fazer: PUTA QUE PARIU!!!
Acabei de assistir:

E só tenho um comentário a fazer: PUTA QUE PARIU!!!

Agradecimentos ao Daniel the Walrus pela dica!

DEIXE ELA ENTRAR (Låt den rätte komma in / Let the Right One In), de Tomas Alfredson

TRAIÇÃO EM HONG KONG (Boarding Gate), de Olivier Assayas
Dois filmes poderosos e muito próximos da perfeição (especialmente o sueco). Quem não assistiu ainda não sabe o que está perdendo!!!

APPALOOSA - UMA CIDADE SEM LEI (Appaloosa), de Ed Harris
Depois daquele lixo atômico despejado pelo James Mangold em 2007, é de lavar a alma assistir um faroeste americano de alta qualidade como este. Dos anos 90 pra cá dá para contar nos dedos quantos bons westerns foram realizados, e APPALOOSA certamente é um deles. Ed Harris está de parabéns pelo trabalho maduro e honesto, realizado com todo o vigor e emoção que um filme do gênero necessita. Já tem lugar garantido, ao lado de IP MAN, na minha lista de melhores de 2009 (mesmo que ambos sejam de 2008, mas é que eu sempre vejo tudo atrasado mesmo).

Estou aproveitando as férias para colocar em dia os filmes manjados de 2008 que todo mundo já viu menos eu…
BIG STAN - ARREBENTANDO NA PRISÃO
Dirigido e estrelado por Rob Schneider, está um nível acima de seus outros filmes (o que talvez não signifique muita coisa). Claro que tem seus momentos bobos mas de um modo geral é bem divertido. Condenado a prisão por fraudes, o personagem de Schneider aproveita os dias livres antes de ser preso para treinar artes marciais com um misterioso mestre (David Carradine, figuraça!). Seu objetivo é simples, não apanhar nem ser estuprado no presidio. Para ver com o cérebro em off e dar boas risadas.
INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL
Antes de ver o quarto filme da franquia, tomei o cuidado de rever os anteriores. Tanta gente detonou o Indy 4 que eu estava esperando um grande desastre. Mas que nada, me deparei com um trabalho praticamente no mesmo nível dos outros. Mesmo que seja o pior deles (baseado no que os outros dizem), ainda assim mantém o espírito da série em alta e é um belo passatempo.
BATMAN - O CAVALEIRO DAS TREVAS
Já tinha gostado do BATMAN BEGINS e achei esse bem superior. Mas continuo considerando o Christopher Nolan um diretor medíocre, e completamente descabidas as comparações com Michael Mann, Martin Scorsese e até Orson Welles (sim, já li isso em algum lugar). Eu sequer incluiria o filme na minha lista de melhores de 2008. Porém, vendo como o blockbuster que é, sai melhor do que a encomenda. É complexo e trágico, e suas diversas tramas paralelas se encaixam bem. Só que no final das contas eu acho que o Nolan está mais pra Ridley Scott, com sua imponência e pretensão. Com certeza eu não trocaria por nenhum Michael Mann.
COMANDANTE
Oliver Stone é outro diretor que eu não curto, mas vê-lo batendo papo com o Fidel Castro é, no mínimo, interessante. Independente de gostar ou não do barbudo cubano, é inegável o seu carisma e a sua inteligência. Só faltou o Mr. Stone fazer perguntas mais incisivas, pois na maioria das vezes ficou no oba-oba. Para quem se interessa pela história de Cuba o documentário é imperdível.

IP MAN, de Wilson Yip e BLACK BELT, de Shunichi Nagasaki
Nada como começar o ano assistindo um filme novo do Wilson Yip! Repetindo a parceria com Donnie Yen, após os espetaculares COMANDO FINAL e FLASH POINT, desta vez Yip viaja ao passado para contar parte da história de Yip Man, famoso na comunidade das artes marciais por ter sido o mestre de Bruce Lee. O filme lembra um pouco LUTAR OU MORRER e O MESTRE DAS ARMAS, respectivamente remake e prequel de A FÚRIA DO DRAGÃO, devido ao conflito com os japoneses e aos combates de Kung Fu vs Karate. As lutas, coreografadas por Sammo Hung e Tony Leung Siu Hung, são ótimas, mas é a direção elegante e caprichosa de Wilson Yip que fazem de IP MAN um filme belíssimo. A mistura de ação e drama é simplesmente perfeita.
Já BLACK BELT não é tão bom quando IP MAN, mas não chega a fazer feio, pelo contrário. Igualmente dramático, e contando uma história fictícia porém com fundos reais (a perseguição do exército imperial japonês as escolas de artes marciais no início do século passado), o filme coloca dois discípulos de um mesmo mestre em lados opostos, quando um deles decide trabalhar para o governo. Além disso, há a busca pelo “black belt” do título, cujo argumento é semelhante ao CINTURÃO VERMELHO, de David Mamet. As lutas, todas de Karate, são bem legais! O ponto fraco é a narrativa didática, que insiste em querer deixar tudo mastigado ao espectador, com direito até a flashbacks pra lá de dispensáveis. Mesmo assim vale muito a pena conferir!
Há alguns meses atrás eu elaborei uma lista de filmes novos a serem assistidos até o final de 2008, mas infelizmente não consegui ver nem a metade. Inacreditavelmente eu ainda não assisti os últimos do De Palma, Romero, Argento, Lumet, Herzog, Ferrara, Eastwood, etc. Portanto a minha lista de melhores (composta por filmes que assisti durante 2008, e não obrigatoriamente de produções lançadas este ano) será bem incompleta…

Os dois melhores
SENHORES DO CRIME, de David Cronenberg e SPARROW, de Johnnie To. Cronenba continua com seu cinema da carne mais em forma do que nunca e To dá um show de lirismo numa das obras mais belas de sua carreira.

O retorno dos que não foram
A ESPIÃ, de Paul Verhoeven e RED CLIFF, de John Woo. Ambos os cineastas retornam ao seus países de origem e voltam a fazer o que sabem: cinema da mais alta qualidade. Dois filmes de tirar o folêgo e repletos de sequências memoráveis.

Da série B pra série A
RAMBO IV, de Sylvester Stallone, e J.C.V.D. - O FILME, de Mabrouk El Mechri, vieram para sacudir as carreiras de Sly e Van Damme. Stallone fez do quarto RAMBO o segundo melhor filme da série (o primeiro continua imbatível) enquanto o ex-dançarino e karateca belga interpretou a si mesmo numa obra original e dramática.

Itália vive!
GOMORRA, de Matteo Garrone e IL DIVO, de Paolo Sorrentino são filmes bem diferentes, tanto no assunto abordado quanto no estilo de direção e estética visual. Mas ambos são poderosos veículos para destrinchar parte da história recente da Itália. E haja podridão que o país gostaria de varrer para debaixo do tapete… É o retorno (muito bem-vindo!) do cinema político e de máfia italiano.

Drama
CINTURÃO VERMELHO, de David Mamet, O SONHO DE CASSANDRA, de Woody Allen e OS DONOS DA NOITE, de James Gray. Mamet apresenta o lado corrupto das lutas de M.M.A.; Allen evoca Hitchcock, Clouzot e Clément; e Gray relembra os antigos filmes de máfia. Três diretores que entendem do riscado mandando muito bem em dramas contundentes.

Comédia
TROVÃO TROPICAL, de Ben Stiller, MORTE NO FUNERAL, de Frank Oz e LIGEIRAMENTE GRÁVIDOS, de Judd Apatow foram os filmes que me fizeram rir em 2008. Stiller destroça a egolatria hollywoodiana, Oz constrói sequências brilhantes de humor incessante e Apatow faz o filme mais maduro e engraçado de sua carreira.

E mais:
- Melhor estréia na direção: NA MIRA DO CHEFE, de Martin McDonagh
- Melhor filme brasileiro: ENCARNAÇÃO DO DEMÔNIO, de José Mojica Marins (detalhe que foi o único filme brasileiro que vi em 2008, que vergonha!).
- Melhor filme de ação: BUSCA IMPLACÁVEL, de Pierre Morel

O colega Bruno C. Martino teve a brilhante idéia de elaborar uma coletânea com músicas raras e inesquecíveis extraídas de trilhas sonoras para disponibilizar em seu blog Bonga Shimbun!. Fiquei de repassar pra ele a canção-tema de IL RITORNO DI RINGO com boa qualidade, e também a música do Wong Fei Hong em ERA UMA VEZ NA CHINA, mas acabei me empolgando e montei minha própria coletânea, intitulada Visceral Cine Sounds Vol. 1! Para baixar, é só clicar aqui!
Tracklist:
01. Barry de Vorzon - Theme from The Warriors
02. Budy & Maglione - NYC Main Title (Cannibal Ferox)
03. Hugo Montenegro - Hang ‘Em High
04. Ennio Morricone - Il Ritorno di Ringo (Vocal Maurizio Graf)
05. Luis Enrique Bacalov - Django (Vocal Roberto Fia)
06. Marcello Giombini - Ballata per un Pistolero
07. Once Upon a Time in China Theme (Instrumental)
08. Once Upon a Time in China Theme - Man Ought to Be Strong
09. Lalo Schifrin - Theme from Enter the Dragon
10. Franco Micalizzi - Italia a Mano Armata
11. Armando Trovaioli - A Special Magnum for Tony Saitta
12. Guido & Maurizio De Angelis - New Special Squad (Roma Violenta)

No post anterior escrevi que a última atualização do blog em 2008 contaria com a lista de melhores do ano, mas eu simplesmente tinha me esquecido que antes do dia 31 ocorreria o feriadão de natal! Então antes do post derradeiro de 2008 ainda atualizarei o blog mais algumas vezes…
Hoje assisti CÃO BRANCO (White Dog), de Samuel Fuller, e o documentário WHERE IN THE WORLD IS OSAMA BIN LADEN?, de Morgan Spurlock.
Já deve ter uns 10 anos que eu queria assistir CÃO BRANCO, e cheguei inclusive a baixar na internet algumas cópias, mas todas tão ruins que eu acabei deletando. Agora, graças ao lançamento em DVD nos EUA pela Criterion, pude conferi-lo em toda sua glória. Inclusive queria agradecer o Otávio Pereira que me indicou o link para baixar o filme e o Ailton Monteiro que deu a dica da legenda em português no site legendas.tv.
Eu aprecio muito o cinema objetivo, aquele que só filma o necessário, sem firulas ou perdas de tempo com cenas ou diálogos que não interessem a trama. E Sam Fuller é um mestre desse tipo de cinema. CÃO BRANCO foi escrito e rodado em poucas semanas, com pouca grana, mas o resultado final é ultra-satisfatório. O que poderia se tornar um exploitation de horror nas mãos de outros diretores, virou um manifesto contra o racismo protagonizado por um cão branco treinado para atacar negros. Filmaço!
Já o novo documentário do Morgan Spurlock (responsável pelo A DIETA DO PALHAÇO, que eu nunca vi), segue a linha do Michael Moore, de mostrar a podridão da política externa norte-americana mas com certa dose de humor. Nem vou discutir se os trabalhos do Spurlock e do Moore são bons ou não, pois acho que independente disto, o que vale mesmo são as informações transmitidas. Com a desculpa de localizar Bin Laden, Spurlock visitou diversos países do Oriente Médio e conversou com todo tipo de pessoas para entender melhor as motivações dos terroristas islâmicos, o porque do ódio contra os EUA, etc. É muito interessante saber o que as pessoas de lá tem a dizer sobre o assunto. Também vale para quebrar preconceitos e apontar as diversas contradições chocantes existentes nessa guerra cruel criada pelo Bush e seus asseclas.

Esse é o penúltimo post de 2008. O último contará com a tradicional lista dos melhores filmes que assisti durante o ano. Fazendo um balanço de 2008 fora da área fílmica (que foi bem legal!), posso dizer que rolaram coisas boas e outras bem ruins. No campo musical participei de alguns shows memoráveis e também comecei a estudar música com afinco. No campo afetivo foi um desastre, fiz coisas que não deveria ter feito. E pra fechar o ano com chave de bosta, nesta sexta-feira que se passou morreu minha gata Sofia de 5 anos, numa cirurgia de castração. Quem possui animal de estimação sabe o quanto é desolador perder um bicho que, ao longo de sua breve existência, costuma transmitir muito mais amizade do que qualquer ser humano. Mas vamos em frente! Que 2009 seja melhor para todos.
Segue abaixo a lista com minhas últimas aquisições fílmicas:

Paolo Sorrentino
Peguei os 4 longas do promissor cineasta italiano: L’amico di famiglia, Le conseguenze dell’amore, Il Divo e L’uomo in più.
Budd Boetticher
Baixei na internet rips dos 5 dvd’s de seu box recém-lançado: Cavalgada Trágica (Comanche Station), Entardecer Sangrento (Decision at Sundown), Fibra de Herói (Buchanan Rides Alone), O Homem que Luta Só (Ride Lonesome) e O Resgate do Bandoleiro (The Tall T).
Russ Meyer
Consegui mais 5 filmes do homem: Common Law Cabin, Good Morning… and Goodbye!, Mondo Topless (doc.), MudHoney e Wild Gals of the Naked West. Também peguei uma obra recente que é um verdadeiro tributo ao cinema de Russ Meyer, intitulada Pervert!, de Jonathan Yudis.

Christian Duguay
Depois de assistir o petardo Caça ao Terrorista, corri atrás de mais filmes do Duguay e encontrei dois: O Detonador em Alta Voltagem (Live Wire) e Hitler: The Rise of Evil (produção para TV).
Jack Hill
Foxy Brown + Coffy = Pam Grier em dose dupla! Coisa linda!
Clint Eastwood
Doido para Brigar, Louco para Amar (Every Which Way But Loose), de James Fargo + Punhos de Aço (Any Which Way You Can), de Buddy Van Horn = Brigas de rua + Eastwood + Orangotango!

Horror
- Eaten Alive, de Tobe Hooper
- O Médico e a Irmã Monstro (Dr. Jekyll and Sister Hyde), de Roy Ward Baker
- As Noivas do Vampiro (The Brides of Dracula), de Terence Fisher
- O Retorno da Maldição - A Mãe das Lágrimas (La Terza Madre), de Dario Argento
Noir
- À Beira do Abismo (The Big Sleep), de Howard Hawks
- Alma em Pânico (Angel Face), de Otto Preminger
- Fatalidade (A Double Life), de George Cukor
Artes Marciais / Shambara
- Black Belt, de Shunichi Nagasaki
- Ninja in the Dragon’s Den, de Corey Yuen
- Sword of the Beast, de Hideo Gosha

E mais:
- Barfly - Condenados Pelo Vício (Barfly), de Barbet Schroeder
- Call Girl, de António-Pedro Vasconcelos
- Cão Branco (White Dog), de Samuel Fuller
- Chain Gang Women, de Lee Frost
- Classe de 1984 (aka Escola da Violência) (Class of 1984), de Mark L. Lester
- Crown, o Magnífico (The Thomas Crown Affair), de Norman Jewison
- Dead Man, de Jim Jarmusch
- Especiais Efeitos (Special Effects), de Larry Cohen
- The Good, the Bad and the Weird, de Kim Ji-Woon
- Invincible, de Werner Herzog
- Il mio viaggio in Italia (aka My Voyage to Italy), de Martin Scorsese
- A Morte do Chefão (Don is Dead), de Richard Fleischer
- Mr. Arkadin, de Orson Welles
- Roma, Cidade Aberta (Roma, città aperta), de Roberto Rossellini
- Sangue na Lua (Blood on the Moon), de Robert Wise
- Sem Controle (Spetters), de Paul Verhoeven
- O Trem (The Train), de John Frankenheimer
- Where a Good Man Goes, de Johnnie To

CAÇA AO TERRORISTA (The Assignment), de Christian Duguay
Eu só tinha visto um filme do Christian Duguay até o momento, A CILADA, provavelmente um dos trabalhos mais decentes da carreira do Wesley Snipes dos anos 2000 pra cá (junto com BLADE 2 e O IMBATÍVEL). Aliado aos sucessivos elogios do Carlão Reichenbach à obra deste cineasta canadense, pupilo de David Cronenberg, e a preciosa dica de minha amiga Ana Paula (cinéfila e gata, um doce!), decidi conferir CAÇA AO TERRORISTA. As expectativas eram grandes e o filme conseguiu superá-las. A temática lembra uma mistura de dois de meus filmes prediletos, FERVURA MÁXIMA e A OUTRA FACE. Ou seja, agente infiltrado + troca de identidade, ambos os motes desenvolvidos com o mesmo vigor de um John Woo. Duguay encontra o ponto certo entre entretenimento (muita movimentação e ótimas cenas de ação) e dramaticidade (com as várias implicações psicológicas de um trabalho de infiltração/disfarce). E de quebra ainda apresenta diversos enquadramentos e movimentos de câmera criativos, com destaque para o plano-seqüência inicial, cuja imagem da teia de aranha cria um vínculo com a última (e ambígua) cena. Sem dúvida nenhuma um cinema físico de primeira qualidade. Assistam!
J.C.V.D. - O FILME (JCVD), de Mabrouk El Mechri
Evitem ler a sinopse desse filme. Eu vi sem saber de nada e fiquei totalmente surpreso com a trama. O que todos sabem é que J.C.V.D. - O FILME traz o Van Damme interpretando a si mesmo, mas o trabalho do El Mechri vai muito além disso (chega a lembrar UM DIA DE CÃO do mestre Lumet). E é totalmente original, exatamente como os teasers de divulgação prometiam. Van Damme se entrega numa atuação surpreendente, em que o lado auto-biográfico se mistura com o fictício de forma inusitada. Quem diria que um dia veríamos o Van Damme fazendo um monólogo emocionante num belo plano-sequência? J.C.V.D. - O FILME entrará fácil na minha lista de melhores do ano.
SEGURANDO AS PONTAS (Pineapple Express), de David Gordon Green
Cheech & Chong do novo milênio… É legal ver uma comédia sem clichês e politicamente incorreta (a cena dos protagonistas vendendo maconha para um grupo de estudantes é antológica), mas o hype encima desse filme anda exagerado. Com sinceridade? Gostei mais do SUPERBAD - É HOJE!